Um dos golpes mais agressivo e baixo da tática de rotulação, comum na atualidade, foi a utilização dos termos “homofobia” e “homofóbico”. Essa arma tem sido usada pelo politicamente correto, dominado pela moral relativista e a serviço do LGBT. É arma usada para calar quem discorda moralmente da homossexualidade. 

“Homofobia” pertence à categoria das “fobias”, uma questão própria da psiquiatria. A “American Psychiatric Association”, no seu manual “Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders” (“DSM”), listava a homossexualidade como doença mental. Em 1973, sem nenhum fato novo cientifico significativo, a homossexualidade foi removida dessa lista. Agora, quem tem desordem mental é quem não concorda com homossexualidade. Esse é diagnosticado como “homofóbico”. Essa foi uma virada patética. 

“Fobias” são divididas em três categorias: fobia específica (pavor a objetos e situações), fobia social (pavor a interação com público) e agorafobia (pavor a expor-se a espaços fora daqueles reservados e familiares). Quando alguém sofre de uma fobia, essa pessoa entra em estado de pânico, ou paralização, ao se deparar com um dado objeto, por exemplo, com cães (cynofobia), cobras (ofidiofobia), e insetos (entomofobia), etc. Assim seria com a “fobia especifica” denominada de homofobia. 

Fobias são consideradas desordens mentais. Segundo o “DSM”, desordem mental é um comportamento clinicamente significativo, ou uma síndrome psicológica, ou um padrão, que ocorre num indivíduo, sendo associado com angustia dolorida ou desabilidade funcional. Assim, essa seria a condição de todo aquele que discorda da homossexualidade. Pois, como homofóbico, é portador de uma desordem mental. Mas a realidade em nada confirma isso. 

O portador da homofobia seria aquele que entra em pânico e angustia diante de um homossexual. E, consistentemente, fica paralisado sem conseguir funcionar normalmente. Mas isso está longe de ser observado e constatado. Aliás, na verdade, por razões diversas, as reações mais comuns são ser jocoso, condenar ou ter pena. Alguns, minoria da minoria, reagem agressivamente.  

A pesquisa psiquiátrica aponta que há na sociedade ocidental entre 6% e 8% que sofrem de fobias diversas. Então, havendo homofobia, ela seria a fobia de uma pequena parcela dentro desses 6% ou  8%. Porém, uma observação rápida apenas, revela que, ao se considerar a parcela da população que seria denominada de homofóbica, ela não se coaduna com o baixo percentual dessa pesquisa. 

Dr. Giacomo Ciocca, psicólogo da Universidade de Roma, realizou uma pesquisa para comprovar a existência da homofobia. E concluiu que obteve sucesso. Dr. Gregory Hereck, da Universidade da California, analisou substancialmente essa pesquisa em seu artigo “É a Homofobia Uma Doença Mental?” (“Is homofobia a Mental Illness?”). E revela algo diferente.

Em seu artigo, Dr. Hereck objetiva apontar o caminho mais eficiente para a homossexualidade ser aceita socialmente. Além de lembrar que é insustentável enquadrar uma grande parte da sociedade, geralmente a maioria, como portadora de “fobia”, ele recorda que se a oposição a homossexualidade é individual, antes é muito mais social. E depois de detalhado exame do conteúdo do trabalho do Dr. Ciocca, Dr. Hereck assim conclui a analise: “O estudo do Dr. Ciocca não provê evidencias que justifique categorizar homofobia como uma doença mental. E nem assim faz qualquer outra pesquisa empírica.” 

Deixando o mundo psicológico fazer sua própria peregrinação, o fato é que há uma diferença diametral entre uma pessoa que, diante de um homossexual, entra em pânico, se apavora e fica paralisada, e a pessoa que, deparando com um homossexual, o trata com respeito enquanto ser humano, mas desaprova moralmente a prática homossexual. Enquadrar ambas pessoas e reações como homofobia é absurdo psiquiátrico e abuso. É rotulação insensata e desonesta apelidar de homofóbico quem discorda da homossexualidade. É tática antidemocrática. 

O mais grave é que essa tática foi transferida para a área do Direito, área onde deveria imperar a objetividade. Homofobia migrou para o debate jurídico. Essa é uma transferência desautorizada e absurda. A mistura da psiquiatria com direito, particularmente nesse caso, é perda do bom senso. Com a tática da rotulação, surgiu a aberração de se falar em “crime da homofobia”.  

Se homofobia é uma categoria da psiquiatria e psicologia, sendo tratada como desordem mental, jamais poderia ser um crime. E jamais se trataria uma fobia com condenação criminal. Se isso fosse viável, o direito eliminaria a necessidade da psicologia e psiquiatria, pelo menos na categoria das fobias. Se o sujeito sofrer de acrofobia (pavor de altura), ou aracnofobia (pavor de aranha), um juiz pode resolver o problema desse sujeito através da condenação legal. Fobias virariam problema apropriado para o fórum de justiça. Ou homofobia é assunto do direito, ou é da psiquiatria, mas nunca dos dois concomitantemente. 

O direito de discordar precisa ser preservado. A rotulação “homofobia” é um “cala-a-boca” vindo de quem não aceita o debate. Desaprovar moralmente a homossexualidade não é ameaçar fisicamente e nem é ter pavor do homossexual. E ser forçado a concordar com a homossexualidade é inaceitável numa democracia. Essa posição de repressão pela rotulação, fugindo do debate, se assemelha a uma “Fobia Social”, ou seja, pavor de interação com o público. 

O fato é que há discordância quanto a homossexualidade porque faz sentido, inclusive diante do observar a natureza, o fato que: “Criou Deus o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.” (Bíblia, Gênesis 1:27).