Se alguém precisar de um médico, poderá escolher um entre diversos. Há uma multiplicidade de médicos que podem ajudar numa dada enfermidade. Essa diversidade de opções é comum para os problemas da vida, mas é impossível para o maior drama humano: o acesso a presença de Deus. É verdade que muitas alternativas são apresentadas nas diversas religiões, mas o ensino de Cristo, reafirmado pelos apóstolos, afirma que essa multiplicidade não é correta.

O Apóstolo Pedro, quando interrogado sobre a questão do acesso do ser humano a Deus, respondeu assim: “Não há salvação em nenhum outro, pois, debaixo do céu não há nenhum outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos” (Bíblia, Atos 4:2). Essas palavras do Apóstolo Pedro, registradas na Bíblia, referindo-se a Cristo, fecham a possibilidade de várias soluções para a questão da mediação, e então, reconciliação, do ser humano com Deus. Cristo é exclusivo, descartando alternativas.

É preciso notar que a palavra de Pedro fala da necessidade de salvação: “Não há salvação em nenhum outro…” Afirmar que há necessidade de salvação implica que há uma condenação, e separação, entre Deus e o ser humano.  Esse estado é que torna necessária uma salvação. E, portanto, requer um salvador, ou mediador. Se a necessidade de salvação estabelece que há uma separação entre o ser humano e Deus, então salvação é um reconciliar do ser humano com Deus. Sem essa salvação permanece a separação, e por isso não há base para paz diante da eternidade e nem, então, base para paz agora. Assim, Cristo é o grande e único mediador dessa salvação, ou, reconciliação, entre Deus e o ser humano. Chega-se a Deus somente através de Cristo.

A separação entre Deus e o ser humano é fruto do mal enraizado, por pensamento e prática, no ser humano. É resultado de um viver desarmonizado com a vontade de Deus. Isso exige a remoção da culpa do ser humano para que a razão dessa separação desapareça e a reconciliação se torne possível. A obra de Cristo na Cruz é justamente o remover dessa culpa, uma vez que Ele, o justo, tomou sobre si a penalidade do ser humano pecador. Essa é a razão por que Ele foi à cruz, e só Ele podia ir à cruz pelo ser humano. Então, Pedro corretamente afirma que “Não há salvação em nenhum outro…” É Cristo e somente Cristo.

A maravilha da mensagem do Evangelho, expressa nessas palavras do apóstolo Pedro, é que ninguém precisa andar confuso sobre a questão de sua vida diante de Deus agora e na eternidade. Não há confusão porque a solução não é múltipla e nem complexa. Quanto a mediação entre o ser humano e Deus, a solução é apenas uma, clara e certa. Não há como errar. A solução é Cristo e apenas Cristo. Conforme Pedro disse: “Não há salvação em nenhum outro, pois, debaixo do céu não há nenhum outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos.” Cristo, além de ser único, é plenamente suficiente.

Concordando com o apóstolo Pedro, o apóstolo Paulo declara: “Há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens: o homem Cristo Jesus, o qual se entregou a si mesmo como resgate por todos.” (Bíblia, I Timóteo 2:5-6). Portanto, é preciso somente confessar a culpa e pecado, em arrependimento, confiando totalmente e exclusivamente em Cristo, como o mediador pleno. E assim reconhecer a necessidade e suficiência da morte de Cristo na cruz. Em graça, portanto, gratuitamente, Cristo abre o caminho do perdão e reconciliação com Deus através da morte dele na cruz: “…entregou-se a si mesmo como resgate…”

Nele Se começa uma vida totalmente nova, reconciliada com Deus e cujo alvo é servir a Deus em tudo que se é e faz. É o encontro eterno com o propósito e paz tão ansiados pelo espírito humano. A questão é se há humildade suficiente no íntimo para tal passo.