Walt Heyer era um tenro garoto normal até que sua avó concluiu que ele queria ser uma menina, conforme a narrativa de um de seus livros – “Trading My Sorrows” (Trocando Minhas Tristezas), 2006. Então, a avó confeccionou um vestido que ele passou a usar quando estava na casa dela. Essa identidade alternativa se tornou monstruosa no ideário de Walt sobre si mesmo. E no decorrer dos anos surgiu um tio que passou a molestá-lo sexualmente. Somado a isso havia seu pai distante e disciplinador abusivo, provocando em Walt um jogar para obter a afeição ausente.

Esse pacote biográfico resultou que, embora viesse a ser um engenheiro de sucesso e casado, Walt vivia uma vida dupla, tendo seu lado clandestino de travesti. Walt vivia o inferno. Logo, encaixando-se no ideário sexual atualmente disseminado, ele concluiu que era um desses que nasceu com o sexo errado. Abandonou casamento e masculinidade, implantou seios, e decepou o pênis submetendo-se a uma vaginoplastia. Parecia que tudo estava resolvido.

Posteriormente descobriu que cirurgia transexual é um cosmético que, além de não mudar a biologia do corpo, também não muda o que está no consciente e nem o decorrente conflito mental quanto a definição sexual de nascimento. Fatos são irremovíveis. Angustiado, Walt ficou destrutivo, enveredou para o álcool e drogas, inclusive passando por uma tentativa de suicídio. Finalmente, num encontro com a graça de Deus, chegou a saúde espiritual, e realinhou-se com quem ele era sexualmente no nascimento. Hoje, tendo assumido ser homem, ele vive equilibradamente, lamentando apenas o erro de ter feito a cirurgia transexual.

Estatísticas nos EUA e Europa apontam para índices significativos de arrependimentos semelhantes ao de Walt Heyer. E um estudo da University of Birmingham (Aggressive Research Intelligence Facility) demonstrou que a cirurgia transexual não é garantia de conforto emocional e existencial. Uma pesquisa sueca, realizada de 1973 a 2003, revelou que o índice de suicídio entre transexuais é maior que o índice da população em geral.

Preocupada com a gravidade da educação de gênero, o “American College of Pediatricians” apontou a irrefutável verdade da constatação cientifica universal que o ser humano é biologicamente binário, e apenas binário: “XY” e “XX” – ou homem, ou mulher. A distinção estabelecida por esse binário já era constatada na antiguidade na Bíblia: “Criou Deus… homem e mulher os criou. ” (Gn 1:27) E esse binário se manifesta no corpo todo. Sexo é identificável e inalterável da pele ao osso, e não apenas em órgãos sexuais. A genética, que é o fundamento do corpo, cirurgia nenhuma muda. Cirurgia cosmética-sexual é apenas cosmética. O transgenero é alguém iludido pela medicina ideológica.

E a história sexual, encravada na consciência espiritual, não pode ser apagada. Se o transexual sabia que era homem ou mulher, sempre saberá que sabia. E sempre saberá que é. Por isso, a intervenção cosmética-sexual, ainda que fisicamente drástica, é uma superficialidade que não serve como panaceia para resolução do conflito emocional-existencial intimista. A dimensão espiritual se trata de outra forma.

Esse procedimento cirúrgico pode vir a ser um agravante no decorrer da vida posterior do indivíduo. É sabido que, se há pessoas que abraçam o caminho transexual ou homossexual, há também aquelas que os abandonam no decorrer do tempo. É uma condição fluida. É variável como é a natureza da volição humana. Isso torna perigosa a tal da opção sexual. Cirurgias não são fluidas como a volição e educação de gêneros. Elas têm difíceis consequências duradouras.

Se cirurgias cosméticas-sexuais tem sido um desastre na história de adultos, é assustador pensar no trajeto que poderão trilhar as vidas que passam na infância por educação de gênero e até intervenção química e cosmética. Esse tratar das crianças é jogar com a possibilidade de elas terem um futuro trágico. Porém, a mídia e o educador, que incentivam essas transformações, não estarão presentes no futuro para responder pelo desastre que causaram.