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Aí está a matéria inorgânica e aí está a matéria orgânica. Aí está a matéria bruta e a matéria viva. A pergunta surge necessariamente: Como começou a vida? Como se formou essa categoria de seres que se movem e se multiplicam numa forma organizada e perene? Mais particularmente, como apareceu a vida animal, inclusive com volição e consciência?

O desafio sobre esse início é que a vida surgiu através de um acontecimento único, portanto, que não se repete, e em eras distantes. E mais, esse acontecimento não foi testemunhado por nenhum observador humano. Mas aí está o fato que da matéria bruta surgiu algo que tem o que ela não tem – vida. Poderia isso acontecer sem a intervenção de um ser criador, capaz e inteligente?

A postura dominante é o ponto de vista naturalista. O naturalismo assume, de antemão, sem a prévia e devida justificação, o pressuposto que Deus não é o caso. A questão da existência, ou não, de Deus é descartada. E a intervenção de Deus é tida como desnecessária e inviável. Esse pressuposto é assumido a priori, isto é, assume-se esse fundamento sem primeiro prová-lo.

Assim, o naturalismo crê, de início, que a vida tem que ter surgido espontaneamente e ao acaso. E isso a partir da matéria bruta sozinha.  Porém, já no século XIX, Louis Pasteur provou que vida surge apenas de vida. Então, se o naturalismo está certo, teria que ter existido, em alguma ocasião, uma condição única, e espetacularmente excepcional, que teria possibilitado o surgimento da vida. Na verdade, teria que ter existido um quadro inimaginável dentro do que se conhece hoje.

Entre as especulações apresentadas, o mais comum é o naturalismo especular que a vida começou primeiramente com um organismo simples – uma ameba.  E, num processo evolutivo, a partir dessa ameba, todos os animais se desenvolveram.  Falar em um ser unicelular como a ameba, minúsculo, invisível ao olho humano, parece amenizar o desafio de se demonstrar como o inorgânico teria produzido o orgânico, ou, a vida.

Porém, em 1953, os evolucionistas naturalistas James Watson e Francis Crick apresentaram ao mundo o DNA (a química que codifica a reprodução dos seres vivos). Isso revelou que, mesmo numa ameba, o DNA tem uma organização complexa e informações específicas. A estrutura da ameba não ameniza o desafio de transpor o abismo que há entre o orgânico e o inorgânico. Por isso mesmo é que, em seu livro “Life itself: Its Origin and Nature”, o naturalista Francis Crick admitiu que “a origem da vida, no momento, parece ser quase um milagre, tantas são as condições que teriam de ser satisfeitas para fazê-la existir.”

O ferrenho darwinista e naturalista Richard Dawkins, em seu livro “The Blind Watchmaker”, reconhece que apenas no núcleo da célula de uma ameba há informação organizada na mesma dimensão e complexidade daquela encontrada nos trinta volumes de uma Enciclopédia Britânica. E ele também reconhece que numa ameba inteira há informação organizada equivalente ao conteúdo de mil enciclopédias de trinta volumes. E seria impossível existir uma ameba sem cada detalhe dessa informação. E isso na sua devida ordem. Por exemplo, um pedaço de uma molécula de DNA pode ser arranjado em mais de um milhão de formas. Concluindo, o fato de a ameba ser minúscula, e unicelular, em nada simplifica o desafio do surgimento da vida a partir da matéria bruta.

Teorias tentam explicar tal surgimento. Por exemplo, há uma teoria, ventilada inclusive por Dawkins, que a primeira vida microbiana veio do espaço. Porém, isso não vence o desafio, mas apenas o empurra um passo para trás. Se a vida veio do espaço, então é preciso explicar como essa vida surgiu em outro planeta.  Mas, o comumente aceito entre os naturalistas é que a vida terrestre começou aqui. Isso haveria se dado quando excepcionalmente teria acontecido as necessárias, e extremamente especiais, condições. E, assim, seria um acontecimento autônomo, espontâneo e ao acaso.

Alguns tentaram demonstrar em laboratório que isso seria possível. Porém, os experimentos falharam, inclusive a desacreditada experiência de Urey-Miller – a vida não surgiu.  Entretanto, mesmo que surgisse vida no laboratório, ainda assim não se saberia se essa suposta experiencia seria o que aconteceu no passado. E mais, se surgisse a vida através da ação de um cientista, isso apenas provaria a necessidade de uma intervenção de um ser inteligente, que já tenha a vida em si, que possibilitasse o surgimento da vida. Ou seja, provaria que é necessário existir primeiro um criador.

Assim, quando se fala em vida, o fato é que Deus, como o criador, insiste em reaparecer como necessário. Por isso, diferindo dos naturalistas, e coerente com o senso comum, a visão bíblica revela o pressuposto óbvio já anunciado pela realidade: “No princípio Deus criou os céus e a terra… Disse também Deus: Encham-se as águas de seres vivos, e voem as aves sobre a terra… produza a terra seres vivos…” (Genesis 1) E mais, não somente a criação da vida, mas a própria existência humana, encontra sentido somente em Deus. Cristo andou entre nós para nos recordar esse fato. E para através dele possibilitar o encontro com o sentido da vida – Deus.